Pierre Verger nasceu em Paris do início do século 20. Aos 30 anos, já sem o pai e com a morte da
mãe, decidiu que não viveria além dos 40 anos: se o seu fim não fosse
natural, deveria ser pelo suicídio. Até lá, restava-lhe aproveitar bem
os anos que tinha pela frente. Descobriu, então, suas duas paixões: a
fotografia e as viagens.
Com uma câmera Rolleiflex e noções de fotografia aprendidas com o amigo partiu para o Taiti. Essa acabou sendo apenas a primeira de muitas viagens feitas ao redor do mundo durante 14 anos. Para sobreviver, Verger vendia suas fotos para a imprensa e centros de pesquisa.
Com uma câmera Rolleiflex e noções de fotografia aprendidas com o amigo partiu para o Taiti. Essa acabou sendo apenas a primeira de muitas viagens feitas ao redor do mundo durante 14 anos. Para sobreviver, Verger vendia suas fotos para a imprensa e centros de pesquisa.
Em 1946,
desembarcou em Salvador, na Bahia, onde o atraíram a hospitalidade e
riqueza cultural que encontrou na cidade. Apaixonou-se pela história dos
afrodescendentes e pelo candomblé. Esse interesse lhe rendeu uma bolsa de estudos na África, para onde
partiu em 1948. Lá, em 1953, foi iniciado na religião dos povos iorubás
como babalaô ("pai do segredo") e recebeu o nome de Fatumbi, "nascido de
novo graças ao Ifá", sendo o "Ifá" um oráculo daquela crença.
A
história, os costumes e a religião praticada pelos povos iorubás e seus
descendentes, na África e na Bahia, passaram a ser os temas centrais de
sua obra. Além de uma vasta pesquisa fotográfica para o Instituto
Francês da África Negra (IFAN), começou a escrever suas impressões. Como
colaborador de várias universidades, registrou suas pesquisas em
artigos, comunicações e livros. Nos anos 1960 seu trabalho foi
reconhecido internacionalmente e ele recebeu o título de doutor pela
Universidade Sorbonne.
Nos últimos anos de vida, a grande preocupação de Verger passou a ser a
garantia de acesso às suas pesquisas a um número maior de pessoas e a
sobrevivência do seu acervo.
Em 1988, Verger criou a Fundação Pierre Verger,
da qual era doador, mantenedor e presidente, transformando a própria
casa num centro de pesquisa, cujo acervo contém cerca de 60 mil
negativos de fotos suas



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